Creme de batata com cogumelos e gorgonzola

Oie,

Pessoas, achei que tinha acabado a série de posts de São Paulo e do Rio Grande do Sul, mas esqueci de falar de algumas coisas que trouxe de cada um desses lugares.

Vou começar por essa receita com os cogumelos que eu trouxe de São Paulo. Comprei na Casa Santa Luzia (lógico!) que você já sabem que eu adoro… me encanto com a variedade de coisas e as infinitas possibilidades de receitas, sabores e combinações… foi aí que no dia de vir pra casa e super atrasada para voltar para o hotel e pegar o táxi para o aeroporto, dei a minha ultima passada por lá para comprar ruibarbo e claro dei uma verificada em tudo que eu podia trazer. Achei esses cogumelos que nunca tinha visto antes e claro tinha que trazer. Fiquei com medo de estragarem, mas perguntei para a funcionária (e são todos muito entendidos de tudo naquele lugar!) e ela disse que duraria sim, mas não podia guardar em isopor (outra dica que me deram no Mercadão!). Trouxe dentro da mochila e não despachei, sorte que ninguém encheu o saco, trouxe a bordo mesmo…

Eles chegaram bem, assim como o ruibarbo, o mangostin, a granadina e todos os produtinhos que trouxe… maravilha!!!! Outra coisa que fiz questão de fazer foi visitar a loja da Bombay e aproveitei para trazer pra casa uma páprica defumada e essa harissa que vai na receita!!!

Ingredientes: 2 batatas médias cortada em cubos | ½ bandeja de cogumelos Erinki | 3 colheres de sopa de gorgonzola esfarelado | ½ xícara de alho-poró | 2 dentes de alho | ½ colher de chá de harissa | ½ pimenta dedo de moça picada | sal a gosto | azeite para refogar | leite o quanto baste para cozinhar as batatas e mais para diluir o creme se necessário.

Modo de preparo: tire as pontas dos cogumelos para decorar e pique a haste em pedaços menores. Reserve separadamente. Em uma panela, refogue as pontas com azeite, pimenta dedo de moça e alho picado até ficarem douradas. Mantenha o azeite na panela e retire os cogumelos. Reserve. Em seguida, acrescente as batatas e as hastes picadas e deixe dourar um pouco, junte o leite até cobrir e deixe as batatas cozinharem. Quando cozidas, transfira para o liquidificador e bata até obter um creme liso. Feito isso, devolva para a panela e acrescente o queijo, misture bem, corrija o sal e adicione a harissa. Se achar necessário acrescente mais leite até obter a consistência desejada. Sirva quente com as pontas dos cogumelos decorando o prato.

Agora, não deixe de fazer a receita só por que não tem esse cogumelo em casa, ok? Pode trocar e fazer com shitake ou cogumelo paris… e nem pense em fazer com cogumelo em conserva… não vai ficar gostoso!!!!

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L’ Entrecôte de Paris – Sampa

Oi povo, como estão???

Gente, vocês não imaginam no mico que paguei indo a esse restaurante… eu e marido fomos recebidos em SP por nossos afilhados Ana e Eduardo que iriam casar no sábado seguinte. Eles, sabendo da minha loucura por gastronomia fizeram uma lista de restaurantes legais para irmos, mas eu disse que queria ir ao restaurante do Olivier Anquier, o L’entrecôte de Ma Tante. Na hora de pesquisarmos no GPS deu alguma confusão e acabamos parando no L’entrecôte de Paris. E eu, meio que ainda achava que a gente tava no restaurante do gatão do Olivie… bem… não foi dessa vez… Tudo bem, sem problemas, foi bom igual!!!! Mas, fiquei esperando em ir no tal do Olivier… não foi dessa vez, mas motivos além desse não vão faltar!

Devo dizer que amei, amei, amei o prato!!! Como vocês devem saber, assim como o do Olivier esse restaurante em que fomos serve apenas um prato principal que é o Entrecote com molho de mostarda acompanhado de batatas fritas. O preço mão é caro, pagamos R$47,00 pelo prato, que acompanha uma entrada tbm.

Assim que vimos o cardápio e escolhemos as bebidas a garçonete nos perguntou sobre o ponto das carnes e as trouxe exatamente como pedimos. Pra isso, anotou na mesa o ponto de cada um!

O couvert é bem simpático, confesso que já vi melhores, mas estava bem gostoso e os pães deliciosos.

A salada estava ótima, mas o molho poderia ser outro. Já que o prato vem com molho de mostarda tbm. Mas a experiência estava sendo tão legal que nem liguei pra isso na hora…

Então pessoal, valeu demais, adorei o restaurante e o molho de mostarda da carne realmente me surpreendeu!!! Incrível…

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PÃO – Padaria Artesanal Orgânica – Sampa

Sem dúvida alguma, ir a São Paulo é um dos meus destinos favoritos! Essa foi a terceira vez que fui e queria ir muito mais, muito, muito mais! Dessa vez fui a dois lugares que queria muito ir. Um foi a padaria PÃO e o outro o L’Entrecôte de Paris. Adorei!

O que é incrível nessa padaria é o conceito, pães artesanais, feitos com ingredientes orgânicos. As atendentes são uns amores e nos deram ótimas dicas de passeio.

 

Eu e marido tomamos um delicioso café da manhã e essa geléia caseira foi o que mais me encantou… deliciosa!!!

O preço não é muito convidativo, mas vale a experiência!!!!

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O pão da Nona!

Amorecos,

Para encerrar os posts sobre Flores da Cunha, trouxe a mais ilustre das moradoras desse lugarzinho do Brasil. A Nona! Ela é mãe da minha amiga Natalina Francisconi e como toda Italiana cozinha divinamente!!!! E veja como ela com seus mais de 70 anos consegue fazer divinamente cerca de 20 pães de colônia quase toda semana. Com toda certeza o segredo da longevidade é ser ativo e ela faz isso como ninguém. Limpa a casa, lava roupa, cuida da horta, faz pão, cozinha a melhor sopa de agnoline da região, adora contar piada, toma 1 cálice de vinho todos os dias e durante a mocidade trabalhou na colheita da uva… é uma fofa essa mocinha!!!!

De todas as coisas que fiz nessa viagem essa foi a que me deu mais emoção… imagina poder fazer pão com uma senhorinha tão generosa, ter o privilégio de assá-los em forno a lenha, que diga-se de passagem ela colheu os galhos secos pela estrada e fez o fogo sem a ajuda de ninguém. Eu bem que tentei ajudar, mas acho que eu mais atrapalhei do que ajudei a fazer o fogo… heheheh!

O pão não tem receita, ela faz tudo no olho… mas deixa eu tentar passar algumas quantidades para vocês: 5kg de farinha de trigo, 50g de fermento biológico fresco, 1 balde pequeno de água (acreditem!) sendo uns 500ml de água morna para levedar o fermento, acho que uns 200ml de azeite, açúcar e sal a gosto… o método é aquele que fazemos sempre. Trigo em uma vasilha, faz um buraquinho, adiciona a água morna com o fermento levedado, começa a misturar e vai acrescentando o restante da água com o azeite, o sal e o açúcar… Sova bem, deixa descansar, molda os pães, deixa crescer por 1h e leva pra assar! Casca dura e crocante, interior macio e úmido!!! O melhor pão de todos os tempos…

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Instituto de Culinária Italiana para Estrangeiros – ICIF – Flores da Cunha – RS

Oi amorecos,

Hoje o post está recheado de nostalgia… parece que 2009 foi outro dia e eu estava chegando em Flores da Cunha para um período de 4 meses que passaram devagarinho… saudades da Escola, dos amigos, dos professores, do cheiro da comida, das dores nas pernas e nos ombros por passar o dia em pé fazendo umas das coisas que eu mais gosto que é cozinhar!

Foi muito emocionante voltar para escola e muito mais voltar ao hotel onde fiquei esse tempo. As lágrimas escorreram sem eu nem mesmo me tocar disso… e encontrar a minha mãezinha Florense foi uma emoção indescritível… Essa é a Ana Alice, faxineira do hotel e que cuidou de mim durante esse período como se fosse minha mãe… saudades infinitas dessa senhora linda e dos olhos tão azuis que encantam a gente! E veja o tamanho da coincidência, o nome da minha mãe é Maria Alice…

A escola de culinária foi formada por uma parceria entre a UCS e o ICIF. O coordenador Mauro Cingolanni é Italiano, assim como Gioelle Franco, outro magnífico professor também é. Toda a base do curso é voltado para a cultura italiana e aprendemos desde as massas até as sobremesas daquele país rico em tradição por todos os lados. Além disso, aprendemos sobre cada região, o que se come, como se prepara, por que se prepara… e por aí vai!!! Outra coisa que eu acho fantástica na escola é que na sala de aula prática cada aluno tem a sua bancada e faz todo o preparo sozinho, não é necessário dividir a turma em grupos como acontece na maioria das universidades do resto do país!

Quem estiver na cidade e quiser almoçar ou jantar na escola, basta ligar com um dia de antecedência para reservar os lugares… vale muito a pena!!!!

Ah! Esse post é dedicado especialmente à minha ex-estagiária Kamyla Gomes… futura Chef de Cozinha formada pelo ICIF.

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Abobrinha amarela… que delícia de descoberta! Caxias do Sul – RS

Oie,

Olha, só pra vcs não falarem que nesse blog não tem mais receita eu resolvi trazer essa receitinha que fiz na minha viagem… como ficamos na casa de nossos queridos amigos Natalina e Diego Francisconi, tivemos acesso a uma cozinha deliciosa e claro ingredientes de primeira…

A receita de hoje me despertou a maior euforia, pois sempre vi dessa abobrinha em sites americanos e europeus e nunca tinha encontrado aqui em Brasília e pra dizer a verdade nem em SP.

Mas deixa eu explicar como foi que eu encontrei essa belezinha… primeiro tenho que falar da rede Zaffari de supermercados que fica em Caxias do Sul, cerca de 20-30min de Flores da Cunha (pra quem mora em Brasília sabe que isso é como ir logo ali). Desde que fiz o curso de gastronomia (em breve teremos post do ICIF) morro de saudade desse mercado e durante o curso, diversas vezes fui até lá para comprar umas coisinhas especiais… o Zaffari tem diversos produtos italianos e algumas importações exclusivas que são de babar. Os temperos que eu trouxe são um deslumbre (tbm vou fazer um post sobre eles…) e fora isso, a variedade de frutas e verduras é de enlouquecer… eu não sabia o que comprar, queria levar tudo, mas não podia… hehehee!

Foi nessa de querer trazer tudo e olhar tudo que achei essa maravilha de abobrinha amarela que tem um sabor muito mais marcante que a italiana que nós conhecemos. Além desse achado culinário, tinha também brotos de coentro e de amaranto, cogumelo porto-belo e cremini in natura, bok-choi por um preço suuuuuuuuuuuuuper camarada, apenas R$2,40 o maço, berinjela branca, laranja californiana, brócolis romano, pimentão roxo e creme… e por aí vai!!!!

Agora, como vocês sabem, pra esse prato que eu fiz não tem receita exata, basta usar a criatividade e usar temperos que combinem e claro, roubar alecrim do vizinho que é a parte infalível da receita… hehehehe…

O que eu usei: alecrim roubado, vinagre balsâmico, azeite, sal e pimenta do reino, chimichurri, cebola roxa, uma abobrinha italiana, uma abobrinha amarela, orégano e queijo parmesão (bem pouquinho)… depois de tudo na assadeira, leva ao forno pré-aquecido à 200°C por 30min e tá pronto!!!!

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Frutas, verduras e vinho doce… São Gotardo – Flores da Cunha – RS

Oi meninada,

Hoje mais um post da viagem… acho que daqui a pouco vocês se cansam de falação do Sul. Mas, não se preocupem que em breve teremos falação de SP, pq estou indo pra lá nesse fds… hehehehe!

E o que eu trouxe pra hoje é uma coisa que eu adoraria ter aqui em Brasilia: um caminhão com frutas e verduras fresquinhas e basta você sair de casa para comprar… sem falar que o cara traz uva recém-colhida do próprio parreiral pra vc… é muito luxo, né???


Esse cidadão, super engraçado e cheio de lábia italiana é o Mollon. Encontramos essa peça numa manhã de sábado em que estávamos tomando um belo café da manhã na varanda da casa de nossos amigos e aproveitamos para comprar algumas frutinhas e o tal do vinho doce que já expliquei no outro post…

Esse é o vinho doce… 

Pra quem não se lembra, vou explicar… vinho doce é um “refrigerante” artesanal e natural feito 100% da uva e com fermentação natural… DIVINO!!!!! Pena não ter tirado foto dele no copo para vocês verem… hunf!!! 

Por hoje é só pessoal!!!

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Praia de gaúcho – Arroio do Sal – RS

Oi pessoal,

Nossa que saudade do mar… nem parece que no carnaval estive nas águas agitadas dessa praia!!! Como adoro as ondas, água salgada… ai, realmente as energias se renovam!!!!

Eu e marido sempre queremos viajar para onde tem praia, nosso destino favorito sempre é a Bahia. Amamos! O povo baiano é maravilhoso e o litoral sul é encantador…

Mas, dessa vez, como passamos 15 dias em Flores da Cunha e estávamos a mais ou menos 3h da praia mais próxima, por que não, né??? Como tínhamos o feriado de carnaval e a irmã da nossa amiga tem uma casa em Arroio do Sal, juntamos nossos apetrechos marítimos e fomos com eles pra praia. Foram só dois dias, mas foi ótimo!

E o que dizer de praia de gaúcho? Bem, realmente a água é muito fria, mas fora da água é um calor de rachar nessa época do ano. O que significa que por mais que água esteja gelada, você vai querer se refrescar e logo você se acostuma com a temperatura da água e é uma delícia!!!!

Não se enganem pelas fotos, isso não é frio (ok, para quem vive em outros estados, como eu, pode até ser..) e não se enganem pela minha roupa, como estava bem cedinho, tipo 07h00 da manhã eu tive que colocar um casaquinho…hehehehe.

Os gaúchos costumam dizer “serração que baixa é sol que racha” e de fato, depois que o céu abril, mau conseguimos ficar na sombra de tãããão quente. Logo, meus queridos, não se enganem! Se nesse período entre janeiro e março você acordar e ver o tempo fechado, pode crer que mais tarde o calor será insuportável!!!!

Agora, sabe o que foi mais surpreendente do que  aproveitar os dias na praia? Foi ver a mudança de paisagem ao longo da estrada até chegar no litoral. Saímos da serra gaúcha, passamos pelos canions, pelos pampas, plantações enormes de pinheiros, lagos e lagoas… de tirar o fôlego! Realmente, nosso país é muito bonito e cada Estado revela uma beleza tão maravilhosa quanto outro.

Só fico triste por uma coisa, sendo no sul ou no norte, o cuidado que as pessoas tem com a praia é horrível! Acho que a praia só não estava mais suja por que a quantidade de pessoas não era suficiente, mas mesmo assim, bitucas de cigarro, garrafas, latinhas, canudos e etc… isso me deixou bem chateada! Fica aqui o meu protesto… pequeno, mas legítimo!!!!

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Vinícola Salvador – Flores da Cunha – RS

Oi minhas lindas, como estão??? Por aqui tudo indo rápido demais e sem tempo para fazer tudo que eu quero. Inclusive postar mais alguma coisa da viagem… mas hoje estou aqui, no fim do meu dia e da minha energia para trazer mais um pedacinho de Flores da Cunha para vocês.

Com disse no post anterior, fiz muitos amigos nessa cidade e são pessoas que guardo com carinho e sempre mantenho contato. Espero poder voltar muitas vezes a cidade para reencontrá-los…

Uma dessas pessoas especiais na nossa vida (minha e de meu maridinho) é o Daniel Salvador da vinícola Salvador. Essa foi a primeira vinícola que visitamos na cidade e também, foi por convite do Daniel que conhecemos muitos cantinhos especiais da região e claro, muitas outras vinícola.

A região de Flores da Cunha não é voltada para o turismo e em 2009 quando fiz o curso de Gastronomia era muito menos do que hoje, o que pra nós era complicado, pois como não tínhamos carro e muito menos grana para alugar um, não conseguíamos visitar as vinícolas mais afastadas e foi o querido Daniel que nos levou e olha, ele nem conhecia a gente direito… coisas da hospitalidade gringa (como eles carinhosamente chamam os descendentes de italianos por ali – e diga-se de passagem, quase todos são).

Mas vamos falar da vinícola, bem, eles começaram a comercializar as suas primeiras garrafas em 2008 quando o vinho da safra de 2005 estava pronto para consumo. Dentre os melhores está o Gran Báculo, um gran reserva Cabernet Sauvignon que eu simplesmente AMO! E isso pra mim é inédito em termos de vinho, pois simplesmente não gosto de vinho… eu tento, mas não gosto! Feio isso né??? Antes de começarem a produção na vinícola, fizeram uma grande reforma no galpão que antes, cerca de 100 anos atrás, foi um moinho onde se fazia a produção de farinha de trigo e outros produtos derivados desse grão.

A produção é relativamente pequena se comparada a outras grandes vinícolas, mas a riqueza do seu vinho está exatamente nisso.  Com poucos rótulos a dedicação para cada uva, vinho é maior e o resultado é maravilhoso. A vinícola produz os seguintes rótulos:

GRAN BÁCULO – Vinho: Cabernet Sauvignon – 2005
CASA SALVADOR – Vinho: Cabernet Sauvignon – 2006
CASA SALVADOR – Vinho: Moscato  - 2007
SALVATTORE – Vinho: Cabernet Sauvignon – 2005
SALVATTORE – Vinho: Merlot – 2005
SALVATTORE – Espumante: Brut
SALVATTORE – Espumante: Moscatel

 

E esse é o nosso amigo Daniel atendendo alguns turistas

que foram conhecer a vinícola e experimentar o vinho!

 

 

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Primeira parada das minhas férias – Slaviero

Oi minhas lindas, como estão?

Eu estou bem, minhas férias acabaram e agora sim vamos aos posts sobre os lugares que visitei e esse canto do Brasil que eu amo demais…

Primeiro vamos falar sobre a região de Flores da Cunha: a região foi colonizada por Italianos da região do Veneto e muitos dos costumes ainda estão preservados, como o cultivo da uva, o pão feito em casa, a massa (não há senhorinha que não tenha uma máquina para preparar e abrir a massa para fazer o famoso agnollini ou capeletti como conhecemos), o fogão e o forno a lenha, jogos de cartas com nomes e baralho diferente do que conhecemos, vinho doce e vinho de mesa (todo dono de parreiral prepara o seu próprio vinho e o vinho doce que nada mais é do que um refrigerante de uva 100% feito de uva e com fermentação própria… incrível).

Outra atração a parte é o dialeto veneto que até hoje é falado pelos mais velhos e é comum encontrarmos pessoas na rua conversando em italiano. É realmente algo único.

Claro que além de tudo isso, Flores da Cunha, assim como Bento Gonçalves, fabrica uma grande quantidade de vinho, espumante e suco de uva. Em Flores encontramos a Vinícola Salvador do nosso querido amigo Daniel Salvador e de sua família (teremos um post dedicado a eles), a vinícola Argenta moderna e pioneira em toda região na  fabricação de vinhos, Casa Venturini que vence com frequência a disputa francesa do melhor espumante do mundo, Monte Reale que além de vinícola está montando um grande Resort na entrada de Flores da Cunha que dentro de alguns anos poderá acomodar diversas famílias (o mais incrível desse empreendimento é que a entrada para o resort será por uma passagem subterrânea onde são armazenadas as barricas de carvalho da vinícola… show!), os vinhos Mioranza, Boscato, Via Pianna também ficam na região,  esses dois últimos estarão nas prateleiras da Super Adega em breve.

E o que mais tem nessa cidadinha que me encanta e terá para sempre uma relação comigo? Lá eu me formei Chef de Cozinha no Instituto de Culinária Italiana para Estrangeiros na Universidade de Caxias do Sul. Morei por 4 meses em 2009, fiz grandes amigos na minha turma e também na cidade. Amigos que reencontrei nessa viagem e vivi mais intensamente a cultura da região… amei!!!!

Bem, agora que já apresentei a região para vocês, vamos falar desse primeiro passeio que fiz e que ao todo já fui umas 7 vezes. Só nessa viagem fui 3. Adooooooooooooro. Esse lugar nós chamamos de Slaviero, que é o sobrenome da família proprietária. Slaviero é uma fazenda com muitos, muitos parreirais de uvas que a gente desconhece pois não chega até Brasília ou demais regiões do Brasil, além disso, tem pé de nozes, pêssego, ameixa, figo, castanha portuguesa, plantação de alho, de cebola… fazem queijo e a melhor ricota ou puina em veneto, pão de colônia, graspa (agua-ardente de uva), vinho doce, vinho tinto e vinho branco, copa, salame. Uma delícia!!!! Além da paisagem linda que vocês podem ver nas fotos!!! Super recomendado esse passeio…  e claro, vá no carnaval, que é época de colheita da uva e deixe para ir para esse passeio no fim da tarde, lá pelas 18h00 o sol vai se pôr às 19h30 ou 20h00 e é um espetáculo a parte.

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